Visita da ministra Luciana Santos destaca projeto Mais Ciência na Escola em Criciúma

ENSINO Data de Publicação: 18 jun 2026 17:09 Data de Atualização: 18 jun 2026 18:34

A visita da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a Criciúma, na terça-feira (17), marcou um importante momento para o fortalecimento da educação científica em Santa Catarina. Realizada no Bairro da Juventude, a cerimônia reuniu representantes de instituições de ensino, gestores públicos e parceiros envolvidos no Programa Mais Ciência na Escola, uma iniciativa que busca ampliar o acesso de estudantes da rede pública à ciência, à tecnologia e à inovação.

Em Santa Catarina, o programa é executado pelo IFSC, em parceria com a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), promovendo ações voltadas à formação científica e tecnológica de estudantes e professores da educação básica. Na região Sul do estado, o trabalho é coordenado pelo IFSC Câmpus Criciúma, que atende escolas dos municípios de Criciúma, Balneário Rincão e Cocal do Sul.

Durante o evento, foram apresentados os avanços da iniciativa, que prevê a implantação de laboratórios maker em escolas públicas catarinenses, além da oferta de bolsas para estudantes e professores, ações de formação docente e atividades de popularização da ciência. A proposta busca estimular a criatividade, a investigação e a resolução de problemas por meio de experiências práticas e colaborativas.

Para a diretora executiva do IFSC, Ana Paula Kuczmynda, o anúncio reforça os resultados positivos já atingidos pelo programa. “Nenhuma mudança social é feita sem parcerias, e esse programa mostra que, quando trabalhamos juntos, as coisas dão certo. Estamos muito animados com esse novo passo e trabalhamos para que dê cada vez mais certo”, analisa.

O programa está estruturado a partir da metodologia “Explorar, Criar e Compartilhar”, que incentiva o protagonismo estudantil e a participação ativa dos alunos na construção do conhecimento. “A abordagem permite que os estudantes identifiquem desafios em seus contextos, desenvolvam soluções e compartilhem os resultados com a comunidade escolar, fortalecendo a aprendizagem e a cultura da inovação”, explica o diretor-geral do IFSC Câmpus Criciúma, Daniel Comin.

Com atuação em mais de 25 municípios catarinenses, incluindo cidades do interior e regiões de fronteira, o Mais Ciência na Escola também tem como objetivo ampliar as oportunidades de acesso à educação científica para públicos historicamente sub-representados nas áreas de ciência e tecnologia. Entre as prioridades estão o incentivo à participação de meninas, estudantes indígenas e comunidades em situação de vulnerabilidade social.

A presença da ministra Luciana Santos reforçou a importância estratégica do programa para o desenvolvimento da educação científica no país e evidenciou o papel desempenhado pelo IFSC na articulação e execução das ações em Santa Catarina. “Nós estamos falando de uma política que nasce de uma convicção muito profunda: a ciência precisa começar cedo. Ela não pode ser vista como algo distante, reservada apenas aos grandes laboratórios ou aos centros de pesquisa. A ciência precisa entrar na escola pública como parte da formação dos nossos meninos e meninas, como instrumento de curiosidade, pensamento crítico, criatividade e cidadania”, disse.

Mais do que a implantação de espaços equipados para experimentação e criação, a iniciativa busca consolidar uma rede permanente de formação, inovação e compartilhamento de conhecimento, contribuindo para a democratização da ciência e da tecnologia nas escolas públicas catarinenses.

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