Câmpus Itajaí conta com duas estações de monitoramento meteorológico e de qualidade do ar

INOVAÇÃO Data de Publicação: 10 jul 2026 15:10 Data de Atualização: 10 jul 2026 18:08

 

O município de Itajaí conta agora com duas estações de monitoramento meteorológico e de qualidade do ar que foram instaladas no Câmpus Itajaí. A estação Synetica, instalada em julho de 2025, tem dispositivos sem fio baseados em tecnologia LoRaWAN voltados para o monitoramento de parâmetros ambientais, podendo medir em tempo real poluentes como material particulado (PM1, PM2.5, PM4 e PM10), compostos orgânicos voláteis, ozônio, CO, CO2 e foi adquirida com recursos do edital nº5 do Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Projetos de Pesquisa do Câmpus Itajaí. Já a estação Vaisala (AQT560), instalada em maio de 2026, tem tecnologia de contador a laser para detectar partículas  (PM10, PM2,5), além dos gases NO, NO2, CO, O3, CO2 e SO2. O equipamento foi adquirido com recursos do Programa Conhecimento Brasil – apoio a projetos em rede com pesquisadores brasileiros no exterior da chamada nº 22 do CNPq/MCTI/FNDCT. “Essas são as únicas estações na cidade com essas configurações. Os dados são públicos e a ideia é que possamos ter um banco de dados para futuras pesquisas. Por exemplo, já sabemos que há uma piora significativa na qualidade do ar no estado nos meses de julho, agosto e setembro por conta do transporte de poluentes provenientes das queimadas de outras regiões do Brasil”, explica o professor Cássio Aurélio Suski, do Câmpus Itajaí. 

As duas estações estão sendo integradas ao sistema do Laboratório Multiusuário de Clima e Ambiente, ligada ao Programa de Pós-Graduação em Clima e Ambiente do IFSC, que já monitora os dados nos municípios de Chapecó, Criciúma, Florianópolis e Joinville. No site, é possível conferir os dados em tempo real, as médias dos últimos 15 a 30 dias e verificar os índices de qualidade do ar levando em consideração as diretrizes do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Em pesquisas já realizadas no estado verificamos que a região de Itajaí tem um alto volume de dióxido de nitrogênio (NO2) e queremos entender melhor esses dados, verificar se isso pode estar associado à alta combustão por conta do Porto ou mesmo do Aeroporto”, afirma o professor.

Os dados das estações instaladas no Câmpus Itajaí também podem ser solicitados pelo e-mail cassio.suski@ifsc.edu.br.

 

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